O meu pai foi, após casar com a minha mãe, a convite dos meus avós José Pessoa Filho e Barcelina Gomes Pessoa para o Ceará, onde foi professor Primário na Vila Coutinho que depois se tornou cidade com o nome de Santa Quitéria, por 11 anos. Adquiriu notoriedade em toda a cidade e também no município de Independência, apesar de ter somente o terceiro ano Primário. Fundou uma Escola e vivia muito bem. Um tio da minha mãe de nome José do Vale Pessoa, fazendeiro e Chefe Político, como chamavam naquela época se tornou muito amigo de papai e através de influências políticas conseguiu garantir um emprego para ele de Coletor de Rendas Federal.
No mês de tomar posse no cargo, ele recebeu uma Carta do meu avô Ângelo Pio Passos pedindo para ele voltar para o Maranhão, pois havia decidido ir morar em Buriti e precisaria dele para tomar conta da propriedade Laranjeiras na condição de dono absoluto pois só confiaria nele para este mister. O Tio de Mamãe e ela lutaram muito para que ele se desculpasse com o meu Avô, e não desperdiçasse aquela oportunidade. Por amor e obediência ao meu Avô Pio ele resolveu abdicar da oferta do tio José do Vale.
Voltou a sua Terra Natal para satisfazer ao seu pai Chegou em Laranjeiras e assumiu o comando da propriedade e iniciou a dar aulas pagas por um vereador de Buriti por alguns meses. Depois percebeu que só administrar a propriedade não era suficiente, era necessário trabalhar mesmo e se tornou um Lavrador. Por força das circunstâncias, nós, eu e Wilson mesmo pequenos tivemos de nos engajar nos serviços de roças e outras atividades. O produto da lavoura era repartido com a manutenção também da casa do meu Avô em Buriti, apesar de ele ter montado uma Quitanda na própria residência, dependia do que nós produzíssemos da nossa lavoura.
Habituámo-nos eu e Wilson a acordarmos cedo para a lida nas roças, na casa do forno descascando mandiocas no período de farinhada e outros serviços, porém o meu pai nos alimentava com a esperança de que não iríamos morrer roceiros, pois iríamos estudar e vencermos na vida e um dia futuro nós iríamos servir de Bastão para ele, pois quem espera por DEUS, não Cansa.
Hoje eu estava lendo algumas postagens no meu celular e deparei-me com um quadrinho contendo Três pequenas histórias que me chamaram a atenção. Aqui estão: Certa vez o povo de um vilarejo decidiu se reunir no centro do lugar para rezar pedindo por chuva, mas apenas um garoto trouxe guarda-chuva. O nome disso é FÉ. Quando você joga um bebê de um ano de idade para o alto, ele gargalha porque sabe que na queda alguém irá segurá-lo. O nome disso é CONFIANÇA.
A cada noite, antes de dormir, não temos garantia nenhuma de que estaremos vivos na manhã seguinte, mas, ainda assim, colocamos o despertador para tocar. O nome disso é ESPERANÇA.
Na minha História nesta NAVE chamada VIDA, estão contidas estas três pequenas histórias e eu agradeço ao Senhor nosso Deus de bondade e de AMOR que me permitiu ter um Pai e uma mãe que cuidaram de mim, dos meus irmãos e nos ensinaram a lutar na busca do saber para conseguirmos as condições necessárias para vencermos todas as dificuldades, mantendo a FÉ, A ESPERANÇA e a ESPERANÇA. Meus estimados leitores e amigos ponham em prática estas orientações e sejam Vencedores.
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