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CONVERSAS SOLTAS | Sobre o Tempo, a Amizade e Boa Vizinhança

O tempo da minha infância, em Buriti de Inácia Vaz,  tinha um ritmo diferente: portas abertas, cadeiras nas calçadas e rodas de conversas. As pessoas se conheciam pelo nome, trocavam utensílios e a rotina era partilhada. Ali, na rua do Cemitério,  nos anos 90, eu morava com minha bisavó Maria Rego, a Dindinha, já nonagenária. Cresci cercado por vizinhança que ensinava mais pelo exemplo do que com palavras.  Dona Zezé, ou “Mãezinha”, foi uma dessas vizinhas que me marcou. Vinda da zona rural, construiu sua vida com muito trabalho, dignidade e dedicação à família. Não tinha estudos formais, mas carregava uma sabedoria prática, forjada pela experiência e na ética de quem viveu com responsabilidade, respeito e lealdade aos próprios princípios, algo difícil nos tempos atuais. Na casa dela, eu assisti novelas, como a Vamp, o São Paulo ganhar títulos internacionais e até filmes que me assustaram por muito tempo, como Cemitério Maldito. Mesmo ainda criança...