5ª FASE DA OPERAÇÃO “SERMÃO AOS PEIXES": PF PRENDE 14 PESSOAS DURANTE OPERAÇÃO QUE APURA DESVIOS DE RECURSOS NA SAÚDE NO MARANHÃO
Em
coletiva, a Polícia Federal informou que a operação iniciou com o caso de uma
enfermeira que recebia supersalário em Imperatriz, a 626 km de São Luís.
Por G1 MA
A Polícia Federal (PF)
confirmou que 424 pessoas recebiam dinheiro extra oriundo de recursos públicos
federais desviados em contratos na área da saúde. Segundo a PF, foram expedidos
17 mandados de prisão, sendo que 14 pessoas foram presas e três estão
foragidas.
O delegado Wedson Cajé Lopes,
que comanda a 5ª fase da operação "Sermão aos Peixes", também
informou que, dentre as prisões está a da ex-subsecretária de saúde do Estado e
atual suplente a Deputada Federal, Rosângela Aparecida da Silva Barros, conhecida
como Rosângela Curado (PDT), presa em São Luís. Ela esteve no cargo de
subsecretária entre janeiro de 2015 e setembro do mesmo ano e foi responsável
pelo desvio de uma parte da verba pública, segundo a PF.
Dentre os casos que levaram
às investigações está a de uma enfermeira de Imperatriz identificada como
Keilane Silva que recebia salário extra. Os enfermeiros recebiam em torno de 3
mil reais, enquanto ela recebia cerca de 13 mil. A partir do contracheque da
enfermeira e das divergências nos demais salários dos colegas, a Polícia
Federal começou a operação.
Um ex-superintendente de
acompanhamento das redes de serviços na área de saúde, médicos e funcionários
também foram presos. Francisco Alves Moreira, Superintendente da Controladoria
Regonal da União também informou na coletiva que a controladoria fez um
relatório indicando que, por conta do desvio nos recursos, houve uma grande
perda na saúde do Estado com danos a saúde das pessoas que procuravam serviços
públicos e não achavam.
Por meio de nota, a
enfermeira Keilane Silva afirmou que jamais teve seu nome envolvido em
quaisquer denúncias de desvio de conduta, falcatruas e improbidades. Ela afirma
que desde 2015, ocupa o quadro de funcionários da Unidade de Pronto Atendimento
de Imperatriz (UPA) e que durante o período, o Governo do Maranhão estava
tentando sanar débitos com o quadro de funcionários do sistema de saúde e que
por isso, no mês de março de 2015, ela recebeu um valor retroativo a esse
período trabalhado e não pago. Segundo ela, a situação aconteceu com outros
colegas. (confira a íntegra da nota no final da reportagem).
O G1 tentou contato com ex-subsecretária de saúde do
Estado e atual suplente a Deputada Federal, Rosângela Aparecida da Silva
Barros, mas até o momento, não obteve resposta.
NOTA DE ESCLARECIMENTO DA ENFERMEIRA
KEILANE SILVA:
Sou enfermeira, formada pela
Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e já prestei/presto serviço em diversos
locais, tais como a Prefeitura Municipal de Imperatriz, onde fui aprovada no
concurso realizado pela Fundação Sousândrade (FSADU) em 2012, com muito estudo
e dedicação consegui garantir o 1º lugar em um universo de 1.137 inscritos.
Jamais tive problemas com meus colegas de trabalho, tendo prestado serviços na
minha área de formação sempre de maneira ética e idônea. Da mesma maneira,
jamais tive meu nome envolvido em quaisquer denúncias de desvios de conduta,
falcatruas, improbidades.
A partir de janeiro de 2015, passei a
integrar o quadro da Unidade de Pronto Atendimento -UPA- de Imperatriz na
função de enfermeira, com o cargo de Coordenadora de Enfermagem, através da Bem
Viver, OSCIP que administra aquela casa de saúde, além de outras em nosso
estado. Reafirmo que nesses quase quatro meses de trabalho, sempre exerci minha
função com honradez e responsabilidade estando 24h do dia disponível para aquela
unidade de saúde.
Nesse período, como todos sabem, o
governo do estado iniciou tratativas para saldar débitos com as instituições
que administram as unidades do sistema estadual de saúde. Débitos estes
herdados da gestão passada, como é do conhecimento público. Por conta disso,
nossos pagamentos não foram efetuados mensalmente em sua integralidade, ficando
sempre saldos a pagar com os funcionários.
Por conta disso, no mês de março de
2015 recebi o valor retroativo a esse período trabalhado e não pago, assim como
aconteceu com outros colegas em situações similares. Daí o valor que aparece no
meu contracheque parecer de um salário elevado, distante da realidade do meu
cargo.
Esse contracheque e a cópia do cheque
mostrados nesses blogs foram subtraídos de minha bolsa, no meu local de
trabalho, quando eu estava trabalhando. Acrescento ainda que isso me obrigou a
iniciar processo judicial contra os blogs que expuseram meus documentos
pessoais e minha imagem, tentando me colocar na vala comum, ofendendo minha honra
e dignidade.
Credito esses ataques a mim ao desejo
de fazer luta política de baixo nível contra o governo Flávio Dino, sem menor
respeito por minha história de vida, ofendendo a minha trajetória de dedicação
à saúde pública desde os tempos de estudante universitária. Além do mais, se eu
tivesse cometido algum deslize funcional ou sido favorecida por alguma
ilegalidade, caberia a mim responder e não a terceiros. E não ser agredida tão
covardemente nem ser usada para agredirem outras pessoas.
Por fim, agradeço as centenas de
mensagens de apoio da minha família, dos meus colegas de universidade (Ufma e
Uema), de trabalho, de profissão, das pessoas que verdadeiramente me conhecem e
que sabem da minha seriedade. A quem me acusou tão covardemente e tão levianamente
e tentou atingir os que querem trabalhar pelo bem comum, peço que reflitam
sobre o mal cometido e deixo-os agora que se entendam com a Justiça.
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