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Mostrando postagens com o rótulo SEGUNDA ANÁLISE

Coluna SEGUNDA ANÁLISE - O HOMEM E SEU AUTOMÓVEL

    *Por Anaximandro Silva Cavalcanti O HOMEM E SEU AUTOMÓVEL Todo trânsito supõe deslocamento de pessoas e veículos e todo deslocamento se realiza através de "comportamentos". Quando falamos de trânsito, as pessoas logo pensam em carros e motos, excluindo os pedestres, como se estes não fizessem parte do trânsito. Todo mundo na sociedade moderna participa do trânsito, os bebês empurrados nos carrinhos, as crianças que brincam com velocípedes na praça, adolescentes com skates, patinetes ou bicicletas, além dos idosos na faixa de pedestres com sua dificuldade de enxergar e reagir.   Além de todos esses níveis de idade com suas características específicas de comportamento, há os diversos tipos de veículos conduzidos. Há o motorista domingueiro, o que passou ontem pelo exame de habilitação ou o outro que comprou sua CNH. Ao lado deles há o motorista superexperiente, com mais de 30 anos de direção, e outro com mais tempo ainda, porém já idoso e com movimentos, audição e...

Coluna SEGUNDA ANÁLISE - O FIM DA JUSTIÇA

  *Por Anaximandro Silva Cavalcanti O FIM DA JUSTIÇA   O desfecho para quem comete crime em nosso país são três possíveis: um, ele desaparece, dois, ele é morto, e três, ele é preso. Eu poderia dizer que sou um daqueles que torce pela morte do bandido, mas não vou dizer, sabe por quê? Porque o nosso sistema não prevê a pena de morte, nosso sistema prevê que o criminoso seja devidamente preso, e que ele não seja algemado, porque ele não oferece risco, e logo vai aparecer alguém dos direitos humanos questionando como ele (o criminoso) foi conduzido à viatura, na audiência de custodia, o juiz vai perguntar: o senhor foi bem tratado pela polícia?, eles faltaram com respeito com o senhor?, e ai, ele vai ser conduzido a um cárcere , onde o STF recentemente se posicionou que se estiverem em condições sub-humanas isso implica em redução de regime, e na loucura que nós estamos vivendo no Brasil, ele vai responder em liberdade, e, depois de uns poucos anos, ele recebe um saidão ...

Coluna SEGUNDA ANÁLISE - O LÍDER

      *Por Anaximandro Silva Cavalcanti O LÍDER Da mesma forma que ocorre com os animais – cães, gatos, lobos, raposas etc. – os humanos quando se reúnem em grupos (rebanhos), se colocam instintivamente sob a influência de um líder (chefe). Um grupo é um rebanho obediente, que nunca poderia viver sem um líder. Possui tal anseio de obediência, que se submete instintivamente a qualquer um que se indique a si próprio como líder . Um líder, para corresponder as necessidades de um grupo, deve ajustar-se aos seus anseios. Deve ter uma intensa fé num ideal, a fim de despertar a fé do grupo; tem de possuir vontade forte e imponente, que o grupo, que não tem vontade própria, possa dele aceitá-la. Um líder deve-se fazer notado por meio dos ideais que ele acredita. Estas características farão com que ele, “pareça” ter um poder misterioso e irresistível, o “prestígio”. O prestígio é uma espécie de domínio exercido sobre nós, que paralisa inteiramente nossas faculdades críticas e ...

Coluna SEGUNDA ANÁLISE - A CORRUPÇÃO INSTITUCIONALIZADA

    *Por Anaximandro Silva Cavalcanti A CORRUPÇÃO INSTITUCIONALIZADA   Pedro Barusco, delator, ex-gerente de serviços da Petrobras, diz que a corrupção foi institucionalizada a partir de 2003, já no governo Lula. Desde então estamos vendo nos escândalos da “Operação Lava Jato”, a corrupção como coisa natural, como um modo de vida denigrindo os valores sociais. A corrupção descarada e deslavada como fruto de uma instancia governamental e pessoal paranoica, enlouquecida e enlouquecidos pela idolatria das pessoas partidárias a elas, que institucionalizaram a corrupção. Esse processo trás serias consequências sociais, como por exemplo: a desnaturação das instituições democráticas. Outrora, a toga e a beca, eram vestimentas respeitadas, que traziam um significado de seriedade, justiça, poder, respeito; hoje parecem roupas engraçadas; até mesmo as palavras: “réu”, “culpa”, “transgressão”, “punição”, “lei”, “justiça” estão vazias de seus significados culturais, já não acredi...

Coluna SEGUNDA ANÁLISE - PUXA-SACO

*Por Anaximandro Silva Cavalcanti PUXA-SACO Falso elogio que alimenta a vaidade e arruína uma cidade   Puxa-saco, popularmente conhecido como Adulador ou Bajulador, uma pessoa sem ética e incompetente para subir na vida através dos próprios méritos. Um ser que não tem estima nem por si e nem pelos outros, e geralmente seu tempo é tomado por tudo, menos pela dedicação ao trabalho, ao aprendizado e ao aperfeiçoamento da própria função. São parasitas que florescem a sombra de quem tem poder. Infelizmente, a grande maioria dos políticos, principalmente os detentores de mandatos, adora a companhia da tradicional figura do bajulador, e se tornam vítimas passivas de informações distorcidas, induzindo-as ao erro ou a injustiça, por conta de se deixar influenciar pela ação de assessores puxa-saco, que via de regra, despreparados, buscam nesta vergonhosa ação, aproximar-se do poder. Esta prática trás prejuízo para uma administração e consequentemente danos irreparáveis para uma socieda...

Coluna SEGUNDA ANÁLISE - QUEM DECIDE O SEU VOTO

*Por Anaximandro Silva Cavalcanti   QUEM DECIDE O SEU VOTO Construir uma justificativa razoável para o voto não é um processo simples. Eleitores com níveis de instrução mais baixos, optam pelo caminho da simplificação para tomar decisões, por não possuírem instrumentos cognitivos necessários para decidir o seu voto a partir de uma interpretação mais ampla do cenário político. Esse eleitor deseja uma simplificação das relações de poder. O que ele faz ao votar? Procura no coletivo aquilo que o satisfaz individualmente. Se o candidato X aparece em primeiro nas pesquisas, se sua carreata é a maior, se em seus comícios é maior o número de pessoas. Ele vota pela coletividade, “se todos falam de candidato X então é nele que voto”.   Esse eleitorado é mais suscetível à manipulação, e também mais vulnerável às estratégias que muitas vezes acompanham políticas de perfil assistencialista. Por sua vez, os eleitores pertencentes aos estratos médio e alto da sociedade, são menos vulneráveis...

Coluna SEGUNDA ANÁLISE - O MITO DO FALSO HEROI

*Por Anaximandro S. Cavalcanti   O MITO DO FALSO HEROI   Seria possível encontrar o ponto de mutação entre o super secretário e o deputado? Entre um traidor e um homem que ressurge? Para esse fim, devemos retornar ao início da criação do mito destes falsos heróis. Na urgência de seus anseios, eles inventaram o mito heroico, disfarçando a verdade em uma mentira consoante; um exalta-se como articulador de todas as coisas, – e com justiça, porque conduzira todos os desgarrados e mesmo antigos inimigos ao primeiro escalão do governo. Outro, reivindica para se as maiores conquistas de nosso povo, gaba-se de proezas acrobáticas que o livram a séculos de ser inelegível. Formaram uma comunidade totêmica de fieis para lhe exaltarem de dia e de noite, todos unidos em prol destes falsos heróis. Porém, essas realizações são como contos de fadas, facilmente desmentidas, porque nelas amiúde descobrimos que, eles só podem realizar suas missões com a ajuda de uma multidão de prestáveis,...

Coluna SEGUNDA ANÁLISE - MAGNO E ALUIZIO NA TERRA DO SOL

* Por Anaximandro S. Cavalcanti MAGNO E ALUIZIO NA TERRA DO SOL   Deveríamos saber que seria angustioso, deveríamos saber de um desespero. Magno e Aluizio protagonizam situações distintas na política local; enquanto Aluizio tenta arregimentar seguidores para sua luta, Magno vive uma odisseia pelo sonho de manter-se na disputa à Câmara Federal. As numerosas insinuações em que vimos o governo flertando com a base da oposição, parecia mostrar um outro cenário, bem menos conturbado para Magno Bacelar. Com a rejeição de suas contas pela câmara de vereadores, o caminho pareceria menos calvárico para Aluizio Santos; parecia... As dificuldades começam a aparecer. A maioria dos eleitores de Magno é cravada por um sentimento de vergonha. Estão descrentes e buscando confirmação de algo que os justifique para abertamente confessarem sua fé. Porém, a fé que adotam, ou é a velha fé religiosa, empurrada para segundo plano pela incerteza de sucesso, ou então, outra mais próxima da realidade ob...