Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo MEMÓRIAS E VIVÊNCIAS

Coluna MEMÓRIAS E VIVÊNCIAS - A MÃE DE JOSÉ FURTADO

   *Por Francisco Carlos Machado A MÃE DE JOSÉ FURTADO   Em novembro de 2003, no topo do morro em Coelho Neto, onde funcionava o Hospital lvan Rui, na capela do mesmo, em cima do mármore frio, jazia o corpo também frio do amigo José Furtado de Araújo, falecido poucas horas antes de fulminante ataque cardíaco. Assim, como eu, os presentes esperavam sua mãe e demais irmãos vindos de Teresina chegarem, para logo em seguida viajarmos para o município vizinho, onde seria velado o corpo do jovem líder político de 36 anos, na sua casa, na fazenda Ana Maria. Ao chegar o carro com a mãe de Furtado, Rosemary Lima de Araújo, a vi descer do carro, caminhar etéreo para dentro da capela, e, quando a mesma viu o corpo de seu filho primogênito, àquele no qual ela tanto amava, seu corpo e braços, em choro, envolve o corpo do   primogênito, ecoando do profundo de seu ser   um lamento que diz tudo sobre ela:   - Senhor, que provação! Senhor, que provação! Enquanto se ou...

Coluna MEMÓRIAS E VIVÊNCIAS - AS XÍCARAS DE PORCELANAS DA MINHA MÃE

     *Por Francisco Carlos Machado AS XÍCARAS DE PORCELANAS DA MINHA MÃE   Estando com um grupo de três amigos professores da cidade de Sítio Novo: Lucimeire   Carreiro, Raimundo Machado, Silvia Coelho, discutíamos quem na cidade desta porção sul do Maranhão poderia nos emprestar ou alugar um conjunto de xícara de porcelanas, para ser usado em um Chá Literário, na escola da Aldeia   Jerusalém, presentes alguns escritores,   professores e lideranças indígenas, outros artistas locais e nós quatro que desde julho,   decidimos nos unir para executamos com demais professores   índios um Programa de Estímulo à Leitura Krikati, diante da Biblioteca organizada desde janeiro de 2022 na citada aldeia. Então, nesta reunião de planejamento falava-lhe no conjunto completo de xícaras, pratos, bules e vasilhas    de Porcelanas da minha mãe - patrimônio há mais de 30 anos em casa -   e do uso deles   nos eventos literários e ambientai...

Coluna MEMÓRIAS E VIVÊNCIAS - CORAÇÕES DE ARTESANATO

  *Por Francisco Carlos Machado CORAÇÕES DE ARTESANATO Em um dia dessa semana, acordando as duas da madrugada, plenamente ativo e disposto, buscando a execução de um pequeno projeto paisagístico - fazer corações de artesanato -   usando molduras de isopor e uma de plástico.   Para isso, no silêncio da madrugada, na cozinha de casa desenhava, cortava diferentes tamanhos, cavando na placa lisa do isopor os formatos de corações. Na     lavanderia, fora da residência, tendo massa de cimento, areia; um pouco de pó de gesso e água, misturava tudo, mexendo com a mão direita, até a massa heterogenizar. Pronta a mesma, joguei - a nas molduras de isopor e do plástico, onde deveriam secar.   Assim, teria simples corações construídos artesanalmente, na alta madrugada. De fato, entre as duas da manhã até as cinco e meio da madrugada, construí sete corações artesanais, ficando satisfeito pela obra do meu trabalho. Nisto, ao observar o tempo, percebi que a aurora já...

Coluna MEMÓRIAS E VIVÊNCIAS - ARBITRAGEM NOS CAMPOS DA VIDA

ARBITRAGEM NOS CAMPOS DA VIDA *Por Francisco Carlos Machado Quando criança joguei muito futebol com os amigos da minha geração infantil. Depois dos 10 anos, vivendo a experiência de conversão ao protestantismo em uma Igreja tradicionalmente pentecostal, cheia de dogmas de usos e costumes, eu deixei de jogar futebol, pois essa Igreja era contra o jogo. Os pastores e demais irmão doutrinadores, categóricos, afirmavam que jogar bola era coisa do mundo, uma invenção do diabo. Logo, eu, que não queria mais pertencer ao mundo e nem praticar algo vindo da mente do diabo, convicto deixei de jogar futebol, como nem assisti qualquer partida, até mesmo a seleção brasileira nas copas do mundo. Além desses motivos, se o pastor soubesse que qualquer de suas ovelhas jogou bola, em pleno culto, em público diante das outras ovelhas, você poderia ser chamado atenção ou disciplinado, ou seja, impedido de participar da Ceia em Memória de Cristo; proibido de cantar no vocal dominical e outros irmãos ra...

Coluna MEMÓRIAS E VIVÊNCIAS - ALMOÇAR E JANTAR POR 1 REAL

ALMOÇAR E JANTAR   POR 1 REAL   *Por Francisco Carlos Machado       Em    fevereiro de 2015   estando no centro da capital Goiânia, após a prova escrita   para ingressar   no Mestrado de Ciências Ambientais, encontrei um Restaurante Popular, onde a comida era vendida por 1 real. Amante de lojas   de produtos importados, principalmente chineses, onde se vende muitas coisas de 10, 3, 2 e 1 real, comprei um ingresso no Restaurante para almoçar. Amei, além do valor do almoço, o cardápio, a boa qualidade dos alimentos servidos para a população, como a limpeza e organização do restaurante. Sendo classificado em todas as etapas para o Mestrado na cidade de Anápolis (distante 50 km de Goiânia),   fui aceito para morar com três estudantes africanos ( um moçambicano, um angolano e um senegalês – este refugiado muçulmano, convertido ao Cristianismo em seus país, devido, condenado a morte pela família dele). Nos dias que anteceder...

Coluna MEMÓRIAS E VIVÊNCIAS - A ALDEIA JERUSALÉM E O MUNICÍPIO DE SÍTIO NOVO

  A ALDEIA JERUSALÉM E O MUNICÍPIO DE SÍTIO NOVO *Por Francisco Carlos Machado No último mês   de 2010, o líder indígena Lourenço Krikati, com o apoio e companhia de seu clã familiar,   diante de cr í ticas duras e incompreens õ es   ferinas lhes aplicadas por outros de sua etnia, decidiu fundar outra aldeia, onde pudessem viver com mais sossego. A atitude também do clã era motivada pela decisão planejada das lideranças Krikati   de ocupar todos os limites de seu território ancestral,   ent ã o demarcado em 1998.   Diante disso , Lourenço Krikati escolheu um lugar da nova aldeia nos limites do município de Sitio Novo com Montes Altos, dentro do Território Indígena. Nascia assim a   Aldeia Jerusal é m, fruto de lutas e de sonhos.   Em outubro de 2012, antes da Aldeia Jerusalém completar dois anos, o missionário brasileiro Denis Bailey me levou para conhecer a Jerusalém e seu povo.   Nos anos de 2014 passei dias nesta aldeia e, em ...