
A ALDEIA JERUSALÉM E O MUNICÍPIO DE SÍTIO NOVO
*Por Francisco Carlos Machado
No último mês de 2010, o líder indígena Lourenço Krikati, com o apoio e companhia de
seu clã familiar, diante de críticas duras e
incompreensões ferinas lhes aplicadas por outros de sua etnia,
decidiu fundar outra aldeia, onde pudessem viver com mais sossego. A atitude
também do clã era motivada pela decisão planejada das lideranças Krikati de ocupar todos os limites de seu território ancestral, então demarcado em 1998.
Diante disso, Lourenço Krikati escolheu um lugar
da nova aldeia nos limites do município de Sitio Novo com Montes Altos, dentro
do Território Indígena. Nascia assim a Aldeia Jerusalém, fruto
de lutas e de sonhos.
Em outubro
de 2012, antes da Aldeia Jerusalém completar dois anos, o missionário
brasileiro Denis Bailey me levou para conhecer a Jerusalém e seu povo. Nos anos de 2014 passei dias nesta
aldeia e, em 2015, semanas desenvolvendo os trabalhos de campo do mestrado que
havia iniciado entre os indígenas. Logo, a aldeia Jerusalém, a cidade de Sítio
Novo e suas gentes passaram na convivência me cativar. Os seus
habitantes eram hospitaleiros, gentis e nestes dez anos de amizades e vivências eles continuam comigo -
gentis e hospitaleiros - razão que me levou ficar boa parte
do tempo no território
Krikati, entre a aldeia Jerusalém e a cidade de Sítio Novo, no qual já tenho
amizades felizes.
Nesta relação, os indígenas Krikati da Jerusalém se sentem e são cidadãos de Sítio Novo. Eles votam nos
representantes administrativos do município, tendo Lourenço Krikati
como Secretário de
Assuntos Indígenas da
prefeitura local. A Secretária de Educação do município envia ônibus escolar
manhã, tarde e noite para os estudantes irem para as
escolas da cidade, mantendo duas professoras na escola da aldeia, educando as
crianças
menores. Em Sítio Novo nós consumimos bens
industrializados e a cada dia as relações de amizade são fortalecidas. Observo
que a população Sítio-Novense é esteticamente bonita,
trabalhadora, produtiva, empreendendo suas atividades socioculturais e negócios
com bom nível de criatividade e organização.
Os Krikati
se sentem bem em Sítio Novo. São menos descriminalizados por serem indígenas.
Acontece
que nestes dias, para surpresa das lideranças indígenas e brancas de Sítio
Novo e seus moradores, o IBGE, para o Censo de 2022, concluiu que a aldeia
Jerusalém não faz parte do território do município, ficando dentro do
território municipal de Montes Altos, distante 500 metro do sítio-novense.
Porém,
sendo e pertencendo de fato cidadãos de Sítio Novo, Lourenço Krikati, o cacique
Edivaldo Cohhi questiona a decisão censitária, se baseando no entendimento constitucional de que cabe aos
indígenas decidirem, estando em fronteira, ser ou não cidadãos da
municipalidade que mais lhe é social e politicamente útil. Na ação que está
sendo elaborada pelos indígenas e seus advogados, os Krikati da Jerusalém
reivindicam serem recenseados no IBGE de 2022 como cidadãos plenos de
Sítio Novo. Decisão que todos os indígenas concordaram, com o
executivo e legislativo local.
Assim
será, pois os habitantes da aldeia Jerusalém se sentem sítio-novenses
e os moradores de Sítio Novo aceitam e querem os indígenas Krikati da Jerusalém
como seus cidadãos.
SOBRE O AUTOR-
Francisco Carlos Machado - Escritor, poeta, professor, titular da cadeira nº 20 da Academia Buritiense de Artes Letras e Ciências (ABALC).
O POVO DE BURITI ENDOIDOU DE VEZ, RENATO BARROS QUER SER DEPUTADO, NETO BORGES PREFEITO KKKKKKK BASTA UM VELHACO E MENTIROSO NA PREFEITURA JA CHEGA
ResponderExcluirA candidatura do Renato Barros é uma profecia , fruto de uma visão onde um anjo relatou que ele iria deixar de cometer os pecados capitais e se tornar um exemplar servo de Deus. Kkkk
Excluirtodos juntos e misturados essa e a verdade.
ResponderExcluirJunior FRAZÃO, GENILSON E NETO BORGES DERAM ZM TIRO NO PÉ, ESTAVAM COM MUITA GANÂNCIA E VÃO TERMINAR NA MERDA
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