Criminosos
frequentavam igreja e postavam mensagem de agradecimento.
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Integrante de quadrilha que comemorava roubos nas redes sociais é preso em São Paulo - |
A polícia prendeu na noite de anteontem na Lapa (zona oeste) e no Jardim São Paulo (zona norte) bandidos especializados em roubar lojas de celular dentro de shoppings. Após os crimes, os ladrões postavam mensagens agradecendo a Deus pelo sucesso dos assaltos e, em seguida, iam a uma igreja evangélica, na Lapa, para reforçar os agradecimentos pelos roubos concluídos com sucesso.
O bando começou a ser identificado após levar celulares de uma loja no
Shopping Internacional, em Guarulhos (Grande SP), em 23 de fevereiro. O Núcleo
de Roubo de Cargas da cidade analisou imagens de câmeras de monitoramento e
identificou dois suspeitos, um estudante de 22 anos, apontado como líder da
quadrilha, e um vendedor de 28, identificado como receptador.
"Encontramos as redes sociais dos suspeitos e começamos a monitorar
a rotina deles”, explicou um investigador em sigilo. Em uma das
postagens, feita após um assalto bem-sucedido, um dos criminosos que foi preso
escreve: “Obrigado Senhor por me abençoar mais uma vez. Golaço”.
A polícia atribui à quadrilha ao menos 20 assaltos, em shoppings da
capital, Grande SP, interior e litoral. As ações criminosas, segundo a polícia,
teriam gerado um lucro de R$ 4 milhões. “Em cada loja, eles roubavam cerca de R$ 200
mil em celulares”, acrescentou o investigador.
REDES SOCIAIS
Segundo o policial, os ladrões compartilhavam nas redes sociais suas
idas a uma igreja evangélica, que ocorriam toda quinta-feira. No templo, eles
agradeciam pelos crimes bem sucedidos.
Na noite de anteontem, policiais aguardaram a dupla, que foi
surpreendida por volta das 21h30. Eles tentaram subornar os policiais com
dinheiro, armas, além de carros e motos de luxo.
Os investigadores fingiram interesse nas ofertas dos ladrões, com os
quais foram até a casa de um terceiro criminoso, um montador de 29 anos, no
Jardim São Paulo. Quando os três bandidos estavam juntos, foram presos por
corrupção ativa e formação de quadrilha. A polícia agora investiga mais
membros na quadrilha.
*Do AGORA/Folha de
São Paulo
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