Dados
constam na página do Rio Previdência, onde estão disponíveis vencimentos de aposentados
e pensionistas.
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Pedro Chavarry, coronel da PM preso por crime de estupro de vulnerável Foto: Reprodução / Agência O Globo |
Condenado a uma pena de 11 anos de prisão por
crimes de estupro de vulnerável e corrupção ativa, por conta de um abuso sexual
envolvendo uma criança de 2 anos, em 2016, o coronel reformado da PM PEDRO CHAVARRY DUARTE, de 65 anos,
continua integrando os quadros da Polícia Militar do Rio de Janeiro. De acordo
com o site Rio Previdência, onde constam vencimentos de aposentados e
pensionistas do estado, o oficial recebeu de vencimento líquido, em março
último, a quantia de R$ 22.785.50.
Na última sexta-feira, Chavarry teve a prisão
temporária decretada pela Justiça. O ato ocorreu baseado numa nova
investigação da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV). No
inquérito, o oficial é suspeito de ter estuprado outras duas crianças. Os fatos
ocorreram também em 2016.
A polícia apura, na mesma investigação, a
identificação de outros abusadores. O oficial também é investigado
pelo crime de produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar, por
qualquer meio, cena de sexo explícito ou pornográfica, envolvendo criança ou
adolescente, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Chavarry teve a prisão decretada pelo juiz,
no Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça do Rio, depois de pedido feito
pela DCAV. O mandado de prisão contra o coronel reformado já foi cumprido pela
especializada. De acordo com o delegado titular da DCAV, Adilson Palácio, o
caso está sob sigilo.
Apesar da condenação, que ocorreu em 2017, e das
novas suspeitas de envolvimento em crimes com outras duas crianças, o
coronel recebe seu vencimento amparado numa lei, de autoria do deputado
estadual Paulo Ramos, sancionada em 2018. O texto diz que servidores militares
inativos, mesmo em casos de expulsão, preservarão o direito de receber seus
proventos.
A lei, no entanto, já teria sido derrubada por uma
liminar expedida pelo tribunal e Justiça. Procurada para esclarecer o assunto,
a Polícia Militar disse "que a demanda só poderá ser respondida
amanhã no horário do expediente administrativo”.
De O Globo
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