Já na minha infância bem vivida eu ouvi dos meus pais que não devemos guardar mágoas nem das vicissitudes da vida e nem de ofensas de outrem. Li de um anônimo que "Mágoa significa má água, água parada. Guardar mágoa é reter na memória emoções que envenenam por dentro". Lendo Vinícius de Moraes gravei na minha Mente SÃ, graças a DEUS, que " a vida do poeta tem um ritmo diferente. Ela o conduz errante pelos caminhos, pisando a terra e olhando o céu Preso, eternamente pelos extremos inatingíveis.
Não sou Poeta da envergadura de Vinícius, chamado carinhosamente de Poetinha, no entanto me vejo exatamente assim, errante pelos caminhos, todavia ao pisar firme a terra e ao olhar para o céu, sinto receber da Luz que vem do ALTO, um lampejo de sabedoria que me faz CAMINHAR nesta NAVE chamada VIDA, tentando ser útil até aos que me magoaram injustamente e os perdoando sem contudo ter a capacidade de Jesus Cristo que respondendo aos seus discípulos disse que o limite para perdoarmos é SETENTA VEZES SETE.
Já sofri ofensas injustas e, por conseguinte, gratuitas nos vários locais de trabalho, incluindo os Tribunais e Fóruns de Justiça, algumas merecedoras de respostas até na base de um tapa ou de uma Pedrada - de acordo com o tamanho do ofensor, pois não sou tolo de enfrentar no braço um GOLIAS! Essa compreensão é de hoje, um Idoso lutando para atingir a Velhice.
Quando eu era Garoto quando os meus desafetos ofendiam o meu pai ou a minha mãe só por provocação eu resolvia no tapa e rolava na terra. Uma vez um colega de turma praticou essa ofensa e eu o derrubei e enchi a sua boca com terra. Os colegas assistiram me deram razão e uma professora Linda e muito querida se inteirou da provocação do colega e junto com os colegas que me apoiaram me acompanharam até em casa e explicaram aos meus pais que eu Agira sob o manto da Razão.
Depois que todos eles saíram, meu pai me deu um susto: chamou-me com um grito e uma Chibata na mão, VEM CÁ VALENTÃOOO. Eu me preparei para o pior e quando me aproximei dele, fui puxado pelo braço e ele com um largo sorriso me abraçou dizendo meu Filho é Homem. Logo em seguida mandou o meu irmão Wilson comprar duas garrafinhas de guaraná Antártica daquelas que vinham encaixotadas em depósitos de madeira forradas com capim. Começava ali o meu interesse por Justiça e hoje sou Advogado Ativo e só advogo na defesa de Bandidos quando sou designado pelos julgadores através da Cota da Caridade.
SOBRE O AUTOR
- É buritiense, ardoroso amante da sua terra, deu seus primeiros passos no velho Grupo Escolar Antônia Faria, cursou o Ginásio Industrial na Escola Técnica Federal do Maranhão e Científico no Liceu piauiense e no Liceu maranhense, bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito/UFMA, é advogado inscrito na OAB/MA, ativo, Pós-graduado em Direito Civil, Direito Penal e Curso de Formação de Magistrado pela Escola de Magistrados do Maranhão, Delegado de Polícia Civil, Classe Especial, aposentado, exerceu todos os cargos de comando da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, incluindo o de Secretário. Detesta injustiça de qualquer natureza, principalmente contra os pobres e oprimidos, com trabalho realizado em favor destes, inclusive na Comarca de Buriti.
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